Abertura: 18 de setembro de 2025

A 14ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo abordou o papel da arquitetura e do urbanismo na reversão das mudanças climáticas. Para isso, reuniu na Oca, no Parque Ibirapuera, propostas emergentes da ciência e tecnologia de ponta, dos saberes tradicionais, bem como do diálogo e fricção entre essas duas formas de conhecimento.

Tema: Extremos: Arquiteturas para um mundo quente
Local: Oca, Parque Ibirapuera
Visitantes: cerca de 45 mil pessoas
Cartaz: Gabinete Gráfico

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Equipe curatorial

Renato Anelli, Clevio Rabelo, Jerá Guarani, Karina de Souza, Marcella Arruda, Marcos Cereto.

Curadoria de Atividades:
Lucas Fehr – Curador do Concurso Internacional de Escolas de Arquitetura
Rafael Blas – Curador da Mostra Audiovisual

English version below 
Versión en español abajo

Texto curatorial

EXTREMOS
Arquiteturas para um mundo quente 

Vivemos em um mundo de eventos climáticos extremos e o limite para a vida humana, o ponto de não retorno, nos espreita no horizonte. Se a arquitetura tem parte na produção dos extremos do clima, do uso de recursos e da injustiça climática, qual é o seu papel para reverter esse cenário? Enfrentar problemas extremos demanda soluções também extremas, radicais. Elas podem estar na ponta da ciência e da tecnologia. Ou podem estar no outro extremo, nas margens: nas respostas que emergem nas periferias das cidades ou nos saberes tradicionais conservados nas aldeias, nos quilombos. Propostas produzidas no interior dessas diferentes formas de conhecimento, bem como pelo diálogo, fricção e aprendizado mútuo entre elas, propõem novos caminhos para enfrentar o aquecimento global e adaptar o habitat humano aos extremos climáticos com que já convivemos. 

Após uma década de edições descentralizadas, em 2025 a Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo retorna ao parque Ibirapuera, sua sede histórica, para reunir, na Oca, um conjunto dessas respostas produzidas no campo da arquitetura ao redor do Brasil e do mundo. Nos quatro pisos do Pavilhão da Oca, o projeto curatorial buscou promover o encontro entre vanguardas científicas, saberes tradicionais e das periferias urbanas, iniciativas do mercado e ações do Estado para afirmar uma posição: o desafio das mudanças climáticas precisa ser enfrentado pelo conjunto da sociedade, na arena de disputas que a constitui. 

Em vez de uma narrativa unívoca, optou-se por colocar em um mesmo espaço proposições decorrentes de visões de mundo diversas, que ora se enfrentam, ora se complementam, desafiando quem percorre esta Bienal a fazer suas próprias escolhas. Um ponto, no entanto, é inegociável. Enquanto alguns miram os céus em busca de refúgio e da expansão interplanetária do modelo de colonização, esta Bienal se dedica àqueles que permanecerão na Terra. Este é um chamado para habitar — e se possível evitar — os extremos que nós mesmos criamos, garantindo um espaço justo e seguro para todas as formas de vida. 

Os Extremos estão divididos em nove seções expositivas principais, que agrupam e dão especificidade às abordagens: Visões de Futuro, Reflorestar o Urbano, Partimos das Águas, Circular Juntos, Construir Verde, Recuperar Enquanto Há Tempo, Saber Fazer Com; Reduzir as Desigualdades e Ficaremos Aqui. Esperamos que os trabalhos nelas expostos provoquem no visitante o mesmo entusiasmo que suscitaram na Comissão Curatorial.

EXTREMES
Architectures for an overheated planetWe live in a world of extreme climatic events, and the limit for human life, the point of no return, looms on the horizon. If architecture plays a part in the production of climatic extremes, resource use, and climate injustice, what is the role of architecture in reversing this scenario? Addressing extreme problems demands extreme, radical solutions. These can be at the cutting edge of technology and knowledge, or they can exist at the other end, on the margins: in the responses that emerge from the periphery of cities or in the traditional knowledge preserved in villages and quilombos (communities of escaped enslaved people). Proposals generated within these different forms of knowledge, as well as from dialogue, friction, and mutual learning among them, offer new pathways to tackle global warming and adapt human habitats to the climatic extremes we already face. 

After a decade of decentralization, in 2025 the 14th International Architecture Biennale of São Paulo (BIAsp in Portuguese) will return to Ibirapuera Park to bring together, at Oca, a collection of these responses produced in the field of architecture from different parts of the planet. Across the four floors of the Oca Pavilion, the curatorial project sought to promote an encounter between scientific vanguards, traditional and urban periphery knowledge, market initiatives, and state actions to aff irm a position: the challenge of climate change must be faced by society as a whole, in the arena of disputes that constitutes it. 

Instead of a univocal narrative, the choice was to place in the same space propositions stemming from diverse worldviews, which sometimes confront, sometimes complement each other, challenging those who walk through this Biennale to make their own choices. One point, however, is non-negotiable. While some look to the skies in search of refuge and the interplanetary expansion of the colonization model, this Biennale is dedicated to those who will remain on Earth. This is a call to inhabit—and if possible avoid—the extremes we ourselves have created, ensuring a fair and safe space for all forms of life. 

The Extremes are divided into nine main exhibition sections, which group and give specificity to the approaches: Visions of the Future, Reforesting the Urban, We Come from Water, Moving Together, Building Green, Recovering While There Is Time, Know How to Make With; Reducing Inequalities, and We Will Stay Here. We hope the works exhibited in them provoke in the visitor the same enthusiasm they aroused in the Curatorial Commission.

EXTREMOS
Arquitecturas para un mundo cálido

Vivimos en un mundo de eventos climáticos extremos y el límite para la vida humana, el punto de no retorno, acecha en el horizonte. Si la arquitectura tiene parte en la producción de los extremos climáticos, en el uso de los recursos y en la injusticia climática, ¿cuál es su papel para revertir este escenario? Enfrentar problemas extremos demanda soluciones también extremas, radicales. Pueden estar en la vanguardia de la ciencia y la tecnología. O pueden situarse en el otro extremo, en los márgenes: en las respuestas que emergen en las periferias de las ciudades o en los saberes tradicionales conservados en aldeas y quilombos. Propuestas producidas en el interior de estas diferentes formas de conocimiento, así como mediante el diálogo, la fricción y el aprendizaje mutuo entre ellas, proponen nuevos caminos para enfrentar el calentamiento global y adaptar el hábitat humano a los extremos climáticos con los que ya convivimos.

Tras una década de ediciones descentralizadas, en 2025 la Bienal Internacional de Arquitectura de São Paulo regresa al Parque Ibirapuera, su sede histórica, para reunir, en la Oca, un conjunto de estas respuestas producidas en el campo de la arquitectura alrededor de Brasil y del mundo. En los cuatro niveles del Pabellón de la Oca, el proyecto curatorial buscó promover el encuentro entre vanguardias científicas, saberes tradicionales y de las periferias urbanas, iniciativas del mercado y acciones del Estado para afirmar una posición: el desafío del cambio climático debe ser enfrentado por el conjunto de la sociedad, en la arena de disputas que la constituye.

En lugar de una narrativa unívoca, se optó por situar en un mismo espacio proposiciones derivadas de visiones de mundo diversas, que a veces se confrontan y a veces se complementan, desafiando a quienes recorren esta Bienal a realizar sus propias elecciones. Un punto, sin embargo, es innegociable. Mientras algunos miran hacia los cielos en busca de refugio y de la expansión interplanetaria del modelo de colonización, esta Bienal se dedica a quienes permanecerán en la Tierra. Este es un llamado a habitar —y, si es posible, evitar— los extremos que nosotros mismos hemos creado, garantizando un espacio justo y seguro para todas las formas de vida.

Los Extremos se dividen en nueve secciones expositivas principales, que agrupan y dan especificidad a los enfoques: Visiones de Futuro, Reforestar lo Urbano, Partimos de las Aguas, Circular Juntos, Construir Verde, Recuperar Mientras Hay Tiempo, Saber Hacer Con; Reducir las Desigualdades y Nos Quedaremos Aquí. Esperamos que los trabajos allí expuestos provoquen en los visitantes el mismo entusiasmo que suscitaron en la Comisión Curatorial.

Bienais passadas

Conheça os temas abordados pela Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo desde sua primeira edição, em 1973.