NOTA DE PESAR AQUITETO NESTOR GOULART REIS FILHO

O IABsp lamenta profundamente o falecimento de Nestor Goulart Reis Filho, ocorrido em 18 de abril de 2026, uma das figuras decisivas da arquitetura, do urbanismo e da historiografia brasileira.

Sócio do Instituto desde 8 de agosto de 1959, sob o nº 630, e integrante do Conselho Superior do IAB na gestão 1966–1967, Nestor construiu uma trajetória rara, em que ensino, pesquisa, atuação profissional e compromisso público se mantiveram profundamente articulados. Formado pela FAUUSP em 1955 e em ciências sociais pela USP em 1962, iniciou sua trajetória docente ainda em 1956, como assistente de Eduardo Kneese de Mello. Participou da criação do Departamento de História e Estética do Projeto da FAUUSP, dirigiu a escola entre 1972 e 1976 e foi um dos nomes centrais na consolidação do campo da história da arquitetura e do urbanismo no Brasil.

Sua atuação ultrapassou a universidade. Foi presidente da Emurb, presidiu o Condephaat, integrou o Conselho Nacional de Desenvolvimento Urbano e atuou no Iphan, sempre articulando reflexão crítica, políticas públicas e compromisso com a cidade. Como autor, deixou uma obra fundamental para gerações de arquitetos e pesquisadores. Quadro da Arquitetura no Brasil, publicado em 1970, permanece como um clássico incontornável da bibliografia brasileira. Sua trajetória foi também reconhecida pelo IAB em premiações concedidas aos livros Imagens de Vilas e Cidades do Brasil Colonial e Dois Séculos de Projetos no Estado de São Paulo: Grandes Obras e Urbanização.

Neste momento de pesar, o IABsp presta solidariedade à família, aos amigos, colegas, alunos e a todas e todos que foram formados e inspirados por seu pensamento.

Outras notícias

Lançamento e abertura das inscrições: 15/10/2026
Período de inscrições: 15/10 a 06/12/2026
Prazo final para envio: 06/12/2026, às 23h59
Avaliação das propostas: 07 a 11/12/2026
Divulgação do resultado: 17/12/2026
Como construir pensamentos e imaginários próprios para a arquitetura latino-americana? Que conhecimentos, práticas e experiências podem contribuir para disputar outros futuros para nossas cidades e territórios?